Achei esse poema no meio do meu método de alemão a achei sensacional! Sad but true...o que acham ?
beantwortung von sieben *a resposta para sete
nicht gestellten fragen perguntas nunca formuladas
nein não
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nein não
Ernst Jandl
* livre tradução
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sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pula, Gorda Bandida!
Por esses dias, estava eu aqui aproveitando o meus momentos de ócio para fuçar na internet quando me deparei com a seguinte notícia: durante o InterUnesp deste ano, além das modalidades esportivas mais conhecidas como futebol e basquete, foi lançada por um pequeno grupo de estudantes uma nova modalidade esportiva: o "Rodeio das Gordas". A prática consistia em escolher um alvo (qualquer garota obesa), aproximar-se dele como se fosse uma paquera e pá!, montar na menina como se ela fosse um touro desembestado. O objetivo da competição, que era devidamente cronometrada, era ficar montado na menina durante o maior tempo possível . Durante a disputa, havia até gritos de incentivo, como "Pula, gorda Bandida!", por exemplo. A princípio, eu até fiquei chocada com o acontecido. Porém, pensando melhor, o que eu não consigo entender mesmo é o porquê de todo mundo estar tão revoltado (houveram protestos na faculdade, etc.).
Antes de ser tachada de fascista e etc., gostaria de expor o meu raciocínio: em nossa sociedade, ter o tal do IMC acima do normal é uma tragédia. Mais do que isso: ser mulher e ter o IMC acima do normal é uma tragédia. Não sou eu que estou dizendo isso: as lojas de roupa feminina dizem isso, as revistas femininas dizem isso, as emissoras de tevê dizem isso o tempo todo. “Mas como assim, tá cheio de loja de roupa especializada para as “gordinhas”!”. E lá por um acaso elas são uma categoria diferente se seres humanos para precisar comprar suas roupas separadamente? Por que raios as lojas não podem oferecer roupas para todo mundo igualmente? Vai me dizer que não tem pano pra todo mundo? Por que diabos as “gordinhas” estão condenadas a usar blusas de toalha de piquenique e sutiãs bege?
Aliás, falando em sutiã, eis o motivo que, para mim, é o principal responsável por estigmatizar as mulheres obesas: a aura da sensualidade que paira sobre o sexo feminino. Explico: creio que na maior parte das culturas que conheço, cabe à mulher o papel de seduzir o homem (digo “papel social” pois não acredito nessa conversa de “essência” masculina e feminina), e desde sempre é esperado da mulher que ela use de todos os artifícios possíveis para se enquadrar nos padrões de beleza vigentes (vale desde enfaixar os pés para que eles caibam em sapatos minúsculos até encher os peitos de silicone). Houve uma época em que ser gorda era extremamente positivo, as formas fartas eram associadas á saúde, à fertilidade; hoje, com os fantasmas do colesterol e da diabetes soltos por aí, conclui-se que quanto mais magra, melhor. E ai de quem não o for!
Tá. Agora, provavelmente, algumas pessoas devem estar pensando “Mas quanta superficialidade, o importante é o que a pessoa tem por dentro!”. Sim, sim, é muito importante! Mas aparentemente, o conteúdo de uma pessoa só é lembrado quando a forma não é muito interessante... “Ai, ela é “gordinha”, mas ela é tão simpática, alto astral, inteligente....”. Caramba, por que ela não pode ser bonita também? Por que ela não pode ser gostosa também? Por mais que a maior parte das mulheres queira ter sua inteligência reconhecida e admirada em primeiro lugar, ser sexualmente atraente não deixa de ser importante para a auto-estima.Por que muitos homens saem apenas com modelos por aí, quando se sentem mesmo atraídos por mulheres gordas? Por que todo mundo tem que ser igual, por que nós (estou me incluindo também) não conseguimos abstrair esses padrões de beleza e ser felizes do jeito que nós somos, aceitar os outros do jeito que eles são?
Bom, só pra finalizar: se você por um acaso achou que tudo o que eu escrevi é uma baboseira sem tamanho, pare para pensar um pouquinho: você, mulher, por um acaso fica radiante ao descobrir que engordou quatro quilos, ou que seu jeans preferido não serve mais? Você, homem (ou lésbica, sei lá), ao ver uma mulher de 120 quilos na rua pensa “Uau, maravilhosa!”? Que atire a primeira pedra quem nunca riu sozinho ao ver ou comentou de forma maldosa com um amigo “o quanto aquela gordinha tava ridícula naquele short minúsculo”! Casos como o do InterUnesp são apenas pequenas catarses que ocorrem de tempos em tempos, geradas por muito álcool, falta de freios sociais e de coisas mais úteis para se fazer. De forma alguma eu acho certo ou mesmo natural o que os rapazes envolvidos fizeram. O que eu acho é que o que choca não é tanto o ato em si, mas sim nós sermos obrigados a nos confrontar com valores sociais enraizados no nosso inconsciente, e por mais que nossa moral tente lutar contra eles, bem lá no fundo do nosso ser tem um monstro gritando “Pula, gorda Bandida!”...
Concordando ou não comigo, comentem por favor! ^^
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Cheguei!
Bom, apesar de ser praticamente uma neanderthal em matéria de tecnologia e internet, resolvi fazer também o meu blog. Mas por que? Bom, vocês já tiveram a oportunidade de ver no Youtube a série de vídeos da Laranja Irritante? No início de quase todos os vídeos, a referida laranja declara: "Well, I'm bored..." (Ah, estou entediada...), e então ela passa a atormentar com piadinhas infames e perguntas idiotas todo e qualquer legume/fruta/vegetal/afim que estiver próximo dela. Well, I'm bored too, e quem vai pagar o pato são vocês!
Mas afinal, qual seria a proposta desse blog? A proposta é justamente não ter proposta nenhuma. Pretendo postar aqui coisas que de alguma forma me chamaram a atenção e comentá-las, e essas coisas podem ser desde notícias de jornal até cores novas de esmalte. Se eu acho mesmo que as coisas que me interessam vão interessar outras pessoas? Ué, se não achasse não faria um blog e as postaria aqui. Acredito que todo mundo que faz um blog tem a pretensão de passar alguma mensagem à humanidade. Sei também que a maioria dos blogs acaba abandonada às moscas (provavelmente porque os blogueiros descobrem que a humanidade não tá lá tão interessada assim no que eles tem a dizer). Vamos ver quanto tempo eu vou durar, então! Quanto aos comentários: apesar das minhas tendências ditatoriais e de eu não lidar muito bem com críticas negativas, acho que discussões são válidas, desde que elas acrescentem algo de útil tanto para quem critica quanto para quem é criticado (ou mesmo pra quem tá só observando)...
Ah, acho que tá bom por enquanto. Pra encerrar, os links do Youtube dos meus episódios favoritos da série da "Laranja Irritante". Have fun!;D
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